Em nome do pai po Paulo Ricardo Ribeiro Tenho à minha frente uma foto de meu pai. Sim, esta crônica será bastante pessoal, mas o leitor logo há de compreender o seu motivo. Andei escrevendo, quinze dias atrás, que era filho só de mãe, lamentando o constrangimento a que somos expostos ao preencher a "famigerada filiação" (nome do pai, meu caso, filho de mãe solteira ) nas fichas Cadastrais, burocráticas, perguntadoras, enxeridas. Pois bem, logo depois da crônica, a notícia: "Sabia que o teu pai morreu há uns cinco ou seis meses!?" Assim, que tenho agora esta foto em minha frente. Meu pai sorridente, posando ao lado de um GMC com reboques de puxar madeira. É uma fotografia antiga que agora vai ficar comigo. Esta foto é do tempo do transporte dos pinheiros —do tempo em que o Ioschpe era Ioschpe ainda— e meu pai trabalhava por lá como caminhoneiro no tempo em que eu nasci. Eu o vi uma, duas vezes, quem sabe, em toda a vida. Esta segunda e última vez que nos encontramos, lembro dele me colocando a cavalo na sua perna e pedindo que eu dissesse aos outros caminhoneiros —aos seus companheiros de viagem, que tomavam limãozinho perto de um velho Frigidaire rodeado de cadeiras de vime no Hotel de D. Ida— de quem era que eu era filho? Eu respondi, menino, que era filho dele. E ele, a barba áspera, alguns dias por fazer, então sorriu muito bonito, e ficou me exibindo ali, no "cavalinho", como um troféu. Lembro depois dele saindo com o caminhão, descendo a estradinha do Cemitério, em direção à serraria, buzinando muito, com uma buzina potente e ensurdecedora que ele colocara no "grande" GMC. Eu sai correndo atrás daquele caminhão, dirigindo com a boca e fazendo mudança com as mãos. O menino queria ser como ele: motorista. Depois disso, nunca mais nos vimos. Coisa de uns três anos atrás soube dele doente e de ensaios para um encontro. Mas como esse tipo de encontro, entre pai e filho distantes, não pode ser programado, nunca chegou a acontecer. Não sei o que ele sentia; apenas imaginava muito isso de sermos assim ausentes. Também eu sentia a vontade do encontro, mas a razão era mais forte: por que remexer no passado? Cada um de nós hoje tem a sua vida! Eu me fazia de muito forte, e assim foi. Agora soube de sua morte. A foto —esta em minha frente foi minha mãe quem me deu. E, interessante, é que ganhei essa foto na mesma semana da crônica, e minha mãe não sabe ler. Alguém teria falado pra ela do texto, ou foi pura intuição? Não importa. O fato é que agora a moça do Cadastro já pode preencher, no quesito "pai" —ao invés de um tracinho— escrever que ele é morto. E que eu sinto uma enorme saudade. E que até hoje não aprendi a guiar. GENTE AMEI ESTA CRONICA Razão pela qual resolvi compartilhar com vcs!
"MINHAS ATUALIDADES"
Criei este blog com intenção de me aproximar mais das pessoas...principalmente das pessoas que não vejo tão seguido...daquelas que mais gosto... também pra deixar aquele recado pra quem me espia e acho que não sei!! Rsrsrsr Além de expor o que tenho dentro desta mente blogueira...!!!Não Espere, caro leitor, aqui, textos poéticos ou geniais, exuberantes e trabalhosos, só se verá aqui um monte de palavras juntadas desconexamente formando uma mistureba de idéias, besteiras, medos, paranóias, sabedoria e tudo mais que surgir nessa mente inquieta...Seja Bem Vindo.
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Bjus
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Quem sou eu
- Camila Pelzer Meza
- Mistica, bagunceira, dorminhoca, desconfiada....bahhh dentro de tudo tento ser boa gente!!!! Eu,Estou em constante descoberta.Me descubro a cada reflexão, a cada música ou filme que me comove, a cada piada que me faz rir, a cada dança que me faz libertar, a cada beijo que me faz amar, a cada alegria e tristeza que me fazem chorar. No surpreendente, no previsível e no obscuro.Na sorte, no azar e no destino. Sou.Cada palavra que escrevo, me revelo na poesia. Sou o que te faço sentir. Sou um pouco de tudo e isso não diz nada. Sou mista, híbrida e simples. Não me complico, me explico. Vivo cada instante, sofro o menos que eu posso, mas choro quando dá vontade. Isso pode dizer quase tudo. E quem não me conhece, muito prazer. Camy
11/12/2007
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1 comentários:
Oiii!!!!! Eu sei quem te mandou essa crônica... hehe
Fico feliz que tenhas gostado, e que estejas divulgando este grande escritor que é Paulo Ribeiro!
Bjoks!
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